2 Da pergunta ao modelo
Este capítulo ainda não foi totalmente escrito. O que segue é um plano, com as referências. Ainda preciso elaborar muita coisa aqui.
O plano é meu, não um resumo de nenhuma outra obra. Ele não reproduz o conteúdo do capítulo correspondente de Da Silva et al. (2022), que não consultei ao escrevê-lo.
2.1 Por que um capítulo sobre perguntas em um livro de código
Nenhuma quantidade de sofisticação estatística resgata uma pergunta mal formulada. A ordem correta é: pergunta → desenho amostral → dados → modelo → inferência (poderia escrever um livro inteiro sobre esse processo todo). Ferramentas como Julia atuam nos dois últimos passos, e são pouco úteis se os dois primeiros (pergunta e desenho amostral) não forem elaborados com carinho.
Este capítulo existe para ligar as duas metades do livro: a pergunta que você faz determina a estrutura do modelo que aparece no Capítulo 8 e no Capítulo 9.
2.2 Hipóteses múltiplas de trabalho
A seção será construída sobre Chamberlin (1890), que propôs manter várias hipóteses rivais em jogo simultaneamente em vez de defender uma única — um argumento de 1890 que continua sendo a melhor descrição do que distingue uma pergunta produtiva de uma pergunta defensiva.
A desenvolver:
- Observação, padrão e processo: os três níveis, e por que confundi-los leva a modelos que respondem outra pergunta.
- Hipóteses mecanicistas versus fenomenológicas, e o que cada tipo permite concluir.
2.3 Desenho amostral e estrutura de dependência
A seção será construída sobre Hurlbert (1984), que nomeou a pseudorreplicação e catalogou suas formas, e sobre Zuur et al. (2009), cujo tratamento de estrutura de dependência conecta diretamente aos efeitos aleatórios usados neste livro.
A desenvolver:
- Unidade amostral, unidade experimental, e por que a distinção determina o denominador do seu teste.
- Como a estrutura do desenho se traduz em termos
(1 | grupo)— o elo direto com o - Tamanho de efeito e poder antes da coleta, não depois.
2.4 Perguntas limitadas por computação
Uma seção específica deste livro. Certas perguntas ecológicas são limitadas por computação, não por dados: modelos nulos com muitas permutações, simulação baseada em indivíduos, ajuste de modelos mecanicistas por otimização. São essas que mais se beneficiam da linguagem, pelas razões discutidas no Seção 1.1.
Esta seção precisa ser escrita com exemplos executáveis, como o resto do livro — não com afirmações de desempenho não verificadas.
Leitura recomendada
Exercícios
- Escreva a pergunta central do seu projeto em uma frase, sem jargão estatístico.
- Desenhe o modelo que ela implica antes de olhar para os dados: que resposta, que preditores, que estrutura de agrupamento?
- Identifique a unidade experimental do seu desenho. Quantas réplicas verdadeiras você tem — não quantas medidas?